Pular para o conteúdo
RC Dr. Ricardo CampedelliOrtodontista · CRO-SP 20177

Técnica para colocar e tirar o alinhador sem machucar

Por Dr. Ricardo Campedelli, CRO-SP 20177 · · 6 min de leitura

Para tirar o alinhador sem quebrar nem machucar a gengiva, comece descolando um dos lados de trás, perto dos últimos dentes, com a polpa do dedo, e só depois solte o outro lado. Puxar pela frente, com as unhas ou de uma vez só, é o erro mais comum e o que mais deforma a placa.

A técnica de colocar e tirar o alinhador parece simples, mas feita do jeito errado pode machucar a gengiva, forçar um ponto do plástico até rachar e até atrasar o encaixe da placa seguinte. O Dr. Ricardo Campedelli (CRO-SP 20177) reúne, neste texto, a técnica orientada aos pacientes do consultório para colocar e remover o alinhador com segurança, do primeiro dia até a última placa.

Como colocar o alinhador corretamente

O alinhador deve ser posicionado sobre os dentes já limpos, começando por um dos lados e avançando devagar. Encoste a placa nos dentes da frente primeiro, com leve pressão dos dedos, e vá empurrando para trás, dente a dente, até sentir que os dois lados estão no lugar.

Depois de encaixado, morder suavemente um chewie, o pequeno cilindro de silicone indicado para essa etapa, ajuda o alinhador a assentar por completo, inclusive nos pontos mais próximos da gengiva. O texto sobre para que servem os chewies mostra como usar esse acessório em cada troca.

Evite forçar o alinhador com os dentes, mordendo a placa diretamente sem apoio dos dedos primeiro. Esse hábito costuma concentrar força em um ponto só e pode rachar o plástico antes da hora.

Como tirar o alinhador sem quebrar nem machucar

A remoção pede mais cuidado que a colocação, porque é nesse momento que a maioria dos alinhadores racha ou dobra. A sequência recomendada é:

  1. Lave as mãos antes de tocar no alinhador, para não levar sujeira nem bactérias à boca.
  2. Com a polpa do dedo indicador, descole a borda do alinhador na região dos últimos dentes de um dos lados, empurrando de leve para baixo (na arcada inferior) ou para cima (na arcada superior).
  3. Repita o mesmo movimento no lado oposto, sempre pela região posterior, nunca puxando pelos dentes da frente primeiro.
  4. Com os dois lados já soltos, remova a placa devagar, acompanhando a curva da arcada, sem puxar em linha reta.
  5. Guarde o alinhador na caixinha própria assim que tirar, para não perder nem deixar exposto a poeira e bactérias.

Unhas compridas costumam facilitar esse movimento inicial de descolar a borda, mas quem não as tem pode usar um removedor específico para alinhadores, um pequeno gancho pensado para essa função, sem risco de machucar a gengiva.

O que fazer se o alinhador estiver muito apertado

Nos dias seguintes a uma troca, é normal que a placa pareça mais firme sobre os dentes, principalmente na primeira tentativa de remoção. Nesse caso, vale ter um pouco mais de paciência: descole devagar cada lado, sem forçar de uma vez, e dê pequenas pausas se sentir resistência maior que o habitual. Insistir com força excessiva, na tentativa de acelerar o processo, é justamente o que costuma levar a rachaduras ou a pequenos cortes na gengiva.

Erros comuns que quebram o alinhador ou machucam a gengiva

Alguns hábitos aparecem com frequência nos primeiros dias de tratamento, antes que o paciente aprenda a técnica correta:

  • Puxar o alinhador só pela frente, o que dobra a placa em um ponto e favorece rachaduras.
  • Usar as unhas com força contra a gengiva, em vez de apoiar o dedo na borda do plástico.
  • Remover o alinhador de um lado só, com um movimento brusco, antes de soltar o outro lado.
  • Tirar a placa com pressa, sem checar se os dois lados já estão descolados.
  • Morder o alinhador para forçar a colocação, em vez de empurrar com os dedos.
  • Usar objetos improvisados, como clipes ou talheres, para ajudar a soltar a placa.

Esses hábitos costumam ser responsáveis pela maior parte das rachaduras e das pequenas feridas na gengiva relatadas nas consultas de controle.

Cuidados na hora de colocar e de tirar a placa

A rotina em torno da colocação e da remoção influencia diretamente a higiene do tratamento. Sempre que possível, os dentes devem estar escovados antes de colocar o alinhador, para não prender resíduos de comida contra o esmalte. Depois de tirar a placa, ela também precisa ser higienizada antes de guardar ou de recolocar, o que evita o acúmulo de biofilme, a película que costuma deixar o plástico opaco. O texto sobre higiene dos alinhadores detalha a rotina de limpeza recomendada dia a dia.

Diferença entre a arcada superior e a inferior

Muitos pacientes notam que um dos alinhadores, o de cima ou o de baixo, é mais fácil de remover que o outro. Isso costuma acontecer porque a arcada inferior tem uma curva menor e dentes um pouco mais próximos entre si, o que facilita descolar a borda com os dedos. Já a arcada superior tende a exigir um pouco mais de atenção nos dentes do fundo, onde o acesso com os dedos é mais apertado. Reconhecer essa diferença ajuda a ajustar a técnica para cada lado, em vez de repetir o mesmo movimento nos dois sem perceber que um responde melhor que o outro.

O alinhador não sai ou não entra direito

Nos primeiros dias de uma placa nova, é comum que ela pareça mais apertada, o que exige um pouco mais de paciência ao colocar e tirar. Isso costuma fazer parte da adaptação normal descrita no texto sobre a primeira semana com o alinhador. Já quando a placa simplesmente não assenta em algum ponto específico, mesmo depois de alguns dias, o quadro é diferente e está detalhado no texto sobre o alinhador que não encaixa.

Quando procurar avaliação

A técnica correta resolve a maior parte das dificuldades do dia a dia, mas alguns sinais pedem contato com o consultório:

  • Alinhador rachado ou com uma ponta quebrada, mesmo que pareça pequena.
  • Ferida na gengiva que não cicatriza depois de alguns dias.
  • Dificuldade constante para tirar a placa de um lado específico, sempre no mesmo ponto.
  • Dor ao remover o alinhador, além da pressão esperada de uma placa nova.

Um alinhador rachado nem sempre precisa ser trocado de imediato, mas isso deve ser avaliado caso a caso pelo ortodontista, e não decidido em casa. Como o tratamento com alinhadores transparentes funciona em etapas encadeadas, um problema em uma placa pode afetar o encaixe da seguinte se não for corrigido a tempo.

Se você está com dificuldade para colocar ou tirar o alinhador, ou machucou a gengiva nesse processo, procure uma avaliação no consultório do Gonzaga, em Santos. O Dr. Ricardo Campedelli e a equipe ensinam a técnica com calma na consulta, e o contato pode ser feito pela página de contato do consultório.

Dúvidas

Perguntas frequentes

Qual o jeito certo de tirar o alinhador?

Descole primeiro um dos lados de trás, perto dos últimos dentes, com a polpa do dedo, e só depois solte o lado oposto. Remova a placa devagar, acompanhando a curva da arcada. Puxar pela frente ou de uma vez só costuma ser o que mais quebra e deforma o alinhador.

Posso usar as unhas para tirar o alinhador?

Unhas compridas ajudam a descolar a borda do plástico, mas o movimento precisa ser suave, apoiado na região posterior, sem pressionar a gengiva com força. Quem não tem unhas para isso pode usar um removedor específico de alinhadores, indicado para essa função.

Por que o alinhador rachou ao tirar?

A rachadura costuma acontecer quando a placa é puxada só pela frente ou de um lado só, com força concentrada em um ponto. A técnica de soltar os dois lados posteriores antes de remover reduz bastante esse risco. Um alinhador rachado deve ser avaliado pelo ortodontista.

É normal machucar a gengiva ao tirar o alinhador?

Não deveria doer de forma constante. Um pequeno desconforto nos primeiros dias de uma placa nova pode acontecer, mas feridas recorrentes indicam que a técnica de remoção precisa de ajuste, ou que algum ponto do alinhador está causando atrito. Vale relatar isso na consulta.

Existe um objeto específico para ajudar a tirar o alinhador?

Sim, há removedores próprios para alinhadores, pequenos ganchos que ajudam a descolar a borda do plástico sem forçar a gengiva. Eles são úteis principalmente para quem tem dificuldade de fazer o movimento só com os dedos, mas não substituem a técnica correta de remoção.

Avalie o seu caso com quem trata mordidas há mais de 40 anos

A avaliação presencial é o que define o que é possível no seu caso. Consultório no Gonzaga, em Santos, com atendimento particular.

Falar no WhatsApp