Diastema é o nome que a odontologia dá ao espaço visível entre dois dentes vizinhos, mais conhecido quando aparece entre os dois dentes da frente de cima. A resposta direta para quem chega com essa dúvida é a seguinte: na maioria dos casos existe tratamento de diastema, e a movimentação ortodôntica, feita com alinhadores ou com aparelho fixo, costuma ser o caminho principal para aproximar os dentes e fechar o espaço. O que muda de paciente para paciente é a causa daquele espaço, e é ela que define o plano.
Isso importa porque diastema não é uma condição única. Ele pode ter origem no tamanho dos dentes, na proporção entre dentes e osso, no freio labial, na posição da língua, na ausência de um dente ou em alterações da gengiva e do osso de suporte. Fechar o espaço sem entender o motivo aumenta a chance de ele reabrir com o tempo. Neste artigo estão reunidas as causas mais frequentes, o que o ortodontista observa na avaliação e as opções que costumam entrar em discussão no consultório do Dr. Ricardo Campedelli, no Gonzaga, em Santos.
O que é diastema, na prática
Diastema é qualquer espaço entre dentes que deveriam estar em contato. O mais citado é o diastema mediano superior, entre os dois incisivos centrais de cima, mas também existem espaços entre outros dentes e, em parte dos casos, vários espaços ao longo da arcada. Quando aparecem de forma generalizada, o quadro costuma ser descrito como diastemas múltiplos, e a abordagem é diferente da de um espaço isolado.
Vale um ponto sobre idade: em crianças na fase de troca dos dentes, um espaço entre os incisivos superiores é comum e muitas vezes transitório, porque a erupção dos dentes vizinhos tende a aproximá-los. Em adolescentes com a dentição permanente completa e em adultos, o espaço já não costuma fechar sozinho.
As causas mais comuns do espaço entre os dentes
A avaliação clínica costuma investigar alguns fatores frequentes:
- Desproporção entre o tamanho dos dentes e o do osso. Quando a soma da largura dos dentes é menor que o espaço disponível no arco, sobra espaço. É uma das origens mais frequentes de diastemas múltiplos, e o ortodontista costuma medir essa proporção entre as duas arcadas antes de planejar.
- Freio labial com inserção baixa. O freio é a prega de tecido que liga o lábio à gengiva. Em algumas pessoas ele se insere entre os incisivos centrais e pode participar da manutenção do espaço.
- Dentes ausentes ou com formato alterado. A falta de um dente permite que os vizinhos se desloquem. Incisivos laterais estreitos, chamados conoides, também deixam espaços de cada lado.
- Hábitos e posição da língua. A pressão repetida da língua contra os dentes da frente, comum na chamada deglutição atípica, pode ajudar a abrir e a manter o espaço ao longo do tempo.
- Alterações periodontais. A perda de suporte ósseo por doença gengival pode fazer os dentes migrarem e se separarem, situação mais observada em adultos.
- Alterações de mordida. Mordida profunda, mordida cruzada e outros desequilíbrios oclusais mudam a forma como as forças chegam aos dentes anteriores e podem participar do quadro.
Em boa parte dos casos há mais de um fator envolvido. Por isso o diagnóstico depende de exame clínico e, quando indicado, de exames de imagem.
Diastema é sempre um problema?
Nem sempre. Existem pessoas que gostam do próprio diastema e o consideram parte da identidade do sorriso. Do ponto de vista clínico, um espaço pequeno e estável, com gengiva saudável e mordida equilibrada, pode simplesmente ser acompanhado. A decisão de tratar é do paciente, tomada com informação clara.
Há situações, porém, em que o espaço sinaliza algo que merece atenção: mobilidade dentária, sangramento gengival, dentes que se afastam de forma progressiva, acúmulo de alimento entre os dentes ou desconforto ao mastigar. Nesses casos, o ortodontista avalia o quadro como um todo, incluindo a saúde da gengiva, antes de qualquer decisão estética.
Como é a avaliação antes de iniciar o tratamento
A consulta inicial costuma incluir exame clínico, avaliação da mordida, checagem da saúde periodontal e exames de imagem quando indicados. O objetivo é responder a três perguntas: por que existe esse espaço, o que acontece com a mordida quando ele for fechado e qual recurso é mais adequado para chegar lá com estabilidade.
O detalhe da mordida é decisivo. Fechar um espaço anterior muda a posição dos dentes da frente e pode alterar o contato entre as arcadas, inclusive o quanto os dentes de cima cobrem os de baixo. Um planejamento que ignora isso resolve a aparência e cria outra questão para depois. Por isso a avaliação inicial olha para o conjunto: dentes, gengiva, mordida e hábitos.
Opções de tratamento de diastema para fechar o espaço
Alinhadores transparentes
O tratamento com Invisalign usa uma sequência de alinhadores removíveis que movimentam os dentes de forma gradual, com trocas em intervalos definidos pelo ortodontista. Para diastemas, o fechamento de espaços anteriores costuma ser um movimento previsível no planejamento digital, e as placas são discretas no dia a dia. Em parte dos casos são usados attachments, pequenos relevos colados ao dente, para dar apoio ao movimento. Como todo tratamento removível, o andamento depende da colaboração: o uso diário orientado costuma ficar em torno de 20 a 22 horas. Invisalign é marca registrada da Align Technology.
Aparelho fixo
O aparelho fixo segue sendo um recurso muito utilizado e, em determinados casos, o mais indicado, sobretudo quando há necessidade de movimentos mais complexos ou quando a colaboração com um dispositivo removível seria difícil. A escolha entre as duas alternativas é discutida na avaliação, e a comparação entre Invisalign e aparelho fixo reúne as diferenças de rotina, higiene e manutenção.
Procedimentos complementares
Parte dos casos combina a ortodontia com outros procedimentos. Quando os dentes são estreitos demais para preencher o arco, o plano pode prever a reconstrução do formato dos dentes ao fim da movimentação. Quando a proporção entre gengiva e dente é o que incomoda, a gengivoplastia pode entrar na conversa. Em caso de dente ausente, a prótese sobre implante costuma ser avaliada junto com o posicionamento ortodôntico, porque a ortodontia precisa abrir o espaço na medida certa. Quando o freio labial participa do quadro, o momento de intervir nele é definido pelo profissional, com frequência depois que os dentes já estão próximos. E quando a língua exerce pressão sobre os dentes da frente, o ortodontista pode sugerir avaliação com fonoaudiólogo.
Tempo de tratamento e o papel da contenção
O tempo varia bastante. Um diastema isolado, sem alterações de mordida associadas, tende a exigir menos tempo do que um caso com múltiplos espaços e correção oclusal. Só uma avaliação presencial permite estimar prazos com responsabilidade, e a página sobre quanto tempo dura o tratamento ortodôntico explica os fatores que mais influenciam essa conta.
Um ponto merece destaque: o diastema está entre as situações com maior tendência de recidiva, ou seja, de reabertura do espaço com o passar do tempo. Por isso a contenção não é um detalhe final, é parte do tratamento. As opções mais usadas são o fio fixo colado atrás dos dentes anteriores e a placa removível de uso noturno, muitas vezes combinados. O tipo e o tempo de uso são definidos individualmente, e o acompanhamento periódico após o fim da movimentação ajuda a manter o resultado ao longo dos anos. Quem usa contenção fixa precisa de atenção redobrada com o fio dental na região do fio.
Adultos e adolescentes: o que muda
Os princípios são os mesmos, mas o contexto muda. Em adolescentes, o crescimento ainda em curso pode ser aproveitado a favor do planejamento. Em adultos, a atenção à saúde periodontal costuma ser maior, porque o suporte ósseo influencia diretamente a movimentação e a estabilidade. Quando existe doença gengival ativa, o controle dela costuma vir antes de qualquer movimento.
Se você mora no Gonzaga, no Boqueirão, na Ponta da Praia, no Embaré ou em outro ponto da Baixada Santista e convive com um espaço entre os dentes da frente que incomoda, o primeiro passo é entender a causa. Agende uma avaliação com o Dr. Ricardo Campedelli, CRO-SP 20177, no consultório da Avenida Ana Costa, no Gonzaga, em Santos, e converse sobre o seu caso pela página de contato do consultório.