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RC Dr. Ricardo CampedelliOrtodontista · CRO-SP 20177

Escaneamento intraoral ou moldagem com massa: o que muda

Escrito e revisado por Dr. Ricardo Campedelli, CRO-SP 20177

Se você vai começar um tratamento ortodôntico, instalar uma prótese ou trocar de aparelho, em algum momento será preciso registrar o formato exato dos seus dentes. Hoje isso é feito de duas maneiras: o escaneamento intraoral, que é digital, e a moldagem tradicional com massa. No escaneamento intraoral, uma câmera pequena percorre os dentes e a gengiva e monta um modelo tridimensional da boca na tela, em poucos minutos, sem pasta, sem moldeira cheia e sem aquele gosto que incomoda tanta gente. Na moldagem convencional, o dentista posiciona uma moldeira com material de presa na arcada e aguarda até que o material endureça e copie os detalhes.

Para a maioria dos pacientes, o escaneamento costuma ser mais confortável e mais rápido dentro da consulta, e o arquivo gerado segue direto para o laboratório ou para o planejamento do tratamento, sem passar pela etapa do gesso. Ainda assim, a moldagem com massa não ficou obsoleta: existem situações clínicas em que ela continua sendo uma opção adequada, e o ortodontista avalia cada caso antes de escolher o registro mais indicado.

O que é o escaneamento intraoral

O escaneamento intraoral é feito com um scanner de mão, do tamanho aproximado de uma escova elétrica, com uma câmera na ponta. O profissional passa esse aparelho pelas faces dos dentes superiores, dos inferiores e depois registra a mordida com o paciente ocluindo. O software vai combinando as imagens capturadas e montando um modelo tridimensional que aparece no monitor em tempo real.

Na prática, o paciente vê a própria boca sendo desenhada na tela enquanto o exame acontece. Isso ajuda em algo que muita gente valoriza: entender o próprio caso. É mais fácil compreender um apinhamento, uma mordida cruzada, um diastema ou um desgaste dentário olhando um modelo que gira na tela do que ouvindo apenas a explicação verbal.

Alguns pontos costumam chamar a atenção de quem faz o escaneamento pela primeira vez:

  • Não há material dentro da boca, apenas a ponta do scanner encostando levemente nos dentes.
  • O exame pode ser pausado a qualquer momento se o paciente quiser respirar, engolir ou descansar.
  • O arquivo fica guardado digitalmente e pode ser comparado com registros feitos meses depois.
  • Não há radiação envolvida, porque a tecnologia usa luz e captura de imagem, não raios X.

Como funciona a moldagem tradicional com massa

A moldagem convencional usa materiais como alginato ou silicone. O dentista escolhe uma moldeira compatível com o tamanho da arcada, preenche com o material e a posiciona na boca. É preciso permanecer com a moldeira parada por alguns minutos, até a presa completa. Depois, o molde é removido e enviado ao laboratório, onde se obtém um modelo de gesso que reproduz a arcada.

Esse método é usado há décadas e produz registros adequados quando bem executado. O incômodo mais relatado é a sensação de náusea, principalmente em pessoas com reflexo de vômito acentuado, e a dificuldade de respirar com a boca ocupada. Outro ponto é a possibilidade de distorção: se o material se desloca na remoção, se o gesso apresenta bolhas ou se o molde demora a chegar ao laboratório, pode ser necessário chamar o paciente para repetir o procedimento.

Conforto, tempo e o que o paciente sente

Essa é a diferença mais perceptível no dia da consulta. O escaneamento costuma levar poucos minutos por arcada e não exige que o paciente fique imóvel com a boca preenchida. Para adolescentes ansiosos, para quem tem reflexo de náusea forte e para pessoas que respiram predominantemente pela boca, a experiência costuma ser mais tranquila.

A sequência do registro digital, na prática, costuma seguir estes passos:

  1. Secagem rápida dos dentes, porque saliva em excesso atrapalha a captura das imagens.
  2. Escaneamento da arcada superior, com pausas sempre que o paciente precisar.
  3. Escaneamento da arcada inferior, no mesmo ritmo.
  4. Registro da mordida, com o paciente fechando os dentes na posição habitual.
  5. Conferência do modelo na tela e recaptura apenas das regiões que ficaram incompletas.

Esse último passo é um ganho prático importante. Se alguma região não ficou bem registrada, o profissional refaz somente aquele trecho, ali mesmo, sem começar tudo de novo. Na moldagem com massa, uma falha normalmente significa preparar material novo e repetir a moldeira inteira.

Precisão e o que acontece depois da consulta

Os dois métodos podem gerar registros confiáveis quando executados com técnica. A diferença do meio digital aparece principalmente no que vem depois. O arquivo não sofre com transporte, umidade, tempo de armazenamento ou fratura do modelo de gesso, e pode ser reenviado quantas vezes for necessário sem trazer o paciente de volta para uma nova moldagem. O envio ao laboratório ou à plataforma de planejamento acontece por meio eletrônico, o que costuma encurtar prazos.

O modelo digital também permite sobreposições. O ortodontista compara o registro inicial com um novo escaneamento meses depois e observa a movimentação que já aconteceu. Em quadros de bruxismo ou de desgaste dentário, esse acompanhamento ao longo do tempo ajuda a avaliar se a situação está estável ou progredindo, sempre com análise individual de cada caso e junto do exame clínico.

Escaneamento intraoral e o tratamento com Invisalign

No tratamento com Invisalign e em outros sistemas de alinhadores, o modelo digital é a base de tudo. É a partir dele que se constrói o planejamento virtual da movimentação e que cada placa é fabricada de acordo com o formato da arcada daquele paciente. Por isso, o escaneamento intraoral se tornou rotina nesse tipo de tratamento. O mesmo modelo costuma ser usado depois para conferir se os dentes estão acompanhando o planejamento previsto.

Vale reforçar um ponto importante: a tecnologia não substitui o diagnóstico. O planejamento digital é uma ferramenta nas mãos do ortodontista, que avalia radiografias, fotografias, saúde da gengiva, articulação e queixas do paciente antes de definir a conduta. Para entender essa sequência de etapas com calma, vale ler como funciona o tratamento do começo ao fim. E se a dúvida ainda é entre alinhadores transparentes e braquetes, a comparação entre Invisalign e aparelho fixo costuma ajudar na decisão.

Quando a moldagem convencional ainda faz sentido

Nem toda situação exige registro digital, e nem toda boca é escaneada com a mesma facilidade. Sangramento gengival, saliva em excesso, restaurações muito reflexivas ou margens profundas abaixo da gengiva podem dificultar a captura das imagens. Em alguns procedimentos protéticos, o profissional pode considerar que o material convencional atende melhor àquele objetivo específico.

Existe ainda o cenário misto, em que parte do trabalho é digital e parte é convencional. Muita gente chega ao consultório imaginando que o escaneamento intraoral é obrigatório em qualquer consulta. Não é bem assim. A escolha é técnica e depende do que precisa ser registrado, das condições dos dentes e da gengiva naquele momento e do tipo de trabalho a ser feito.

Como é essa etapa no consultório do Gonzaga

Na primeira consulta, a conversa vem antes de qualquer aparelho. O Dr. Ricardo Campedelli (CRO-SP 20177), com mais de quarenta anos de atuação em ortodontia, examina a mordida, ouve a queixa principal e explica quais registros são necessários naquele caso. Só depois disso é que se define o método de captura e o plano de tratamento.

Pacientes de bairros como Boqueirão, Ponta da Praia, Embaré e Aparecida, além de quem vem de São Vicente, do Guarujá e de Praia Grande, costumam chegar com as mesmas dúvidas: se dói, se demora e se vão precisar voltar várias vezes só para moldar. A etapa de registro é curta, mas define a qualidade de tudo o que vem depois.

Se você está avaliando começar um tratamento ortodôntico e quer conhecer de perto como é feito o registro digital dos seus dentes, agende uma avaliação na Campedelli Ortodontia, na Avenida Ana Costa 493, no Gonzaga, em Santos. Cada plano é definido de forma individual, depois do exame clínico e da conversa sobre a sua queixa. Fale com a equipe do consultório para combinar um horário.

Dúvidas

Perguntas frequentes

O escaneamento intraoral dói?

Não costuma doer. A ponta do scanner apenas encosta levemente nos dentes e na gengiva, sem material dentro da boca. Quem tem gengiva sensível pode sentir um incômodo pontual, e o exame pode ser pausado a qualquer momento.

Quanto tempo demora um escaneamento intraoral?

Na maioria dos casos, poucos minutos por arcada, mais o registro da mordida. O tempo varia conforme a quantidade de dentes, a presença de restaurações e a colaboração do paciente. Se alguma região não ficar bem capturada, o dentista refaz somente aquele trecho.

O escaneamento intraoral tem radiação?

Não. A tecnologia trabalha com luz e captura de imagem, não com raios X. É diferente das radiografias, que podem ser solicitadas à parte quando o ortodontista julgar necessário para o diagnóstico.

Preciso fazer escaneamento para tratar com Invisalign?

No tratamento com Invisalign e em outros sistemas de alinhadores, o modelo digital é a base do planejamento e da fabricação das placas. Por isso o escaneamento se tornou rotina nesses casos. O ortodontista avalia cada situação antes de definir os registros necessários.

Tenho reflexo de vômito forte, posso fazer escaneamento intraoral?

Costuma ser mais tolerável do que a moldagem, porque não há moldeira preenchida nem material de presa ocupando a boca. Ainda assim, a região posterior pode incomodar pessoas mais sensíveis. Avise o profissional antes do exame para que o ritmo seja ajustado.

A moldagem com massa ainda é usada pelo dentista?

Sim, em algumas situações. Sangramento gengival, excesso de saliva ou determinados trabalhos protéticos podem favorecer o material convencional. A escolha é técnica e depende do que precisa ser registrado em cada caso.

Avalie o seu caso com quem trata mordidas há mais de 40 anos

A avaliação presencial é o que define o que é possível no seu caso. Consultório no Gonzaga, em Santos, com atendimento particular.

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