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RC Dr. Ricardo CampedelliOrtodontista · CRO-SP 20177

Com que idade levar a criança ao ortodontista pela primeira vez

Escrito e revisado por Dr. Ricardo Campedelli, CRO-SP 20177

A orientação mais difundida na ortodontia é que a idade da primeira consulta ao ortodontista da criança fique por volta dos 6 ou 7 anos, mesmo que ela ainda tenha vários dentes de leite na boca. Nessa fase costumam irromper os primeiros molares permanentes e os incisivos da frente, e é a partir deles que o profissional consegue enxergar como as arcadas se encaixam, se existe espaço previsto para os dentes que ainda vão nascer e se o crescimento dos ossos da face segue um padrão equilibrado. Não é preciso esperar a troca completa da dentição para procurar uma avaliação.

A segunda parte da resposta é igualmente importante: essa primeira consulta é de avaliação, não de instalação de aparelho. Na maioria dos casos, a criança sai com um plano de acompanhamento e retornos periódicos, e nada mais. Só parte dos pacientes precisa de intervenção nessa idade, quando existe uma alteração concreta que tende a se agravar. A seguir, o Dr. Ricardo Campedelli explica quais sinais pedem uma visita antes dos 6 anos, o que é examinado na consulta e como funciona o acompanhamento até a adolescência.

Por que a avaliação costuma acontecer entre os 6 e os 7 anos

Entre os 6 e os 7 anos começa a chamada dentição mista: dentes de leite e dentes permanentes convivem na mesma boca. É o momento em que o ortodontista já reúne informação suficiente para um diagnóstico, sem que o quadro esteja consolidado.

  • Os primeiros molares permanentes já nasceram: eles servem de referência para avaliar a relação entre a arcada de cima e a de baixo.
  • Os incisivos começam a ser trocados: apinhamento, dentes girados e mordidas alteradas ficam visíveis logo nos dentes da frente.
  • Os ossos da face ainda estão em crescimento: em parte dos casos, isso permite orientar o desenvolvimento, e não apenas corrigir o resultado depois.
  • Hábitos ainda podem ser interrompidos: chupeta, mamadeira, sucção de dedo e respiração pela boca costumam deixar marcas na mordida, e quanto antes são tratados, menor tende a ser o efeito acumulado.

Vale repetir: consulta cedo não significa aparelho cedo, significa diagnóstico cedo.

Sinais que pedem uma consulta antes dessa idade

Alguns sinais não esperam o calendário. Quando os pais percebem qualquer um dos pontos abaixo, a avaliação costuma ser antecipada:

  • Mordida cruzada: os dentes de cima mordem por dentro dos de baixo, de um lado ou dos dois. Tende a ser uma das alterações em que a avaliação precoce faz mais diferença.
  • Mordida aberta: os dentes da frente não se tocam quando a criança fecha a boca, situação com frequência associada a chupeta ou sucção de dedo.
  • Mordida profunda: os dentes de cima cobrem quase por completo os de baixo.
  • Desvio do queixo ao fechar a boca ou assimetria evidente no rosto.
  • Respiração pela boca, ronco frequente e sono agitado: podem se relacionar ao crescimento da face e merecem investigação, muitas vezes em conjunto com o pediatra e o otorrinolaringologista.
  • Dificuldade para mastigar ou falar, dor ao abrir a boca, estalos na articulação.
  • Perda precoce de dentes de leite, por cárie ou trauma, o que pode reduzir o espaço reservado ao dente permanente que viria depois.
  • Ranger os dentes durante o sono (bruxismo), com desgaste visível nas pontas dos dentes.

Nenhum desses sinais fecha um diagnóstico sozinho. Eles indicam que vale a pena olhar, de preferência com um profissional habituado a atender crianças. Se você está começando a busca, a página sobre o atendimento ortodôntico em Santos explica como funciona o primeiro contato no consultório.

Primeira consulta ao ortodontista: o que é avaliado na criança

A consulta inicial é de diagnóstico e combina conversa com exame clínico. Em linhas gerais, o ortodontista avalia:

  1. Histórico da criança: idade em que trocou os primeiros dentes, hábitos de sucção, alergias respiratórias, quedas e traumas, tratamentos anteriores e as queixas percebidas em casa.
  2. Estágio da dentição: quantos dentes de leite restam, quais permanentes já irromperam e se a sequência de troca está dentro do esperado para a idade.
  3. Espaço nas arcadas: se há espaço previsto para os dentes que ainda vão nascer ou risco de apinhamento mais adiante.
  4. Relação entre as arcadas: como os dentes de cima e os de baixo se encaixam com a boca fechada e durante o movimento, o que revela mordida cruzada, aberta, profunda ou dentes muito projetados para a frente.
  5. Articulação e musculatura: abertura de boca, estalos, dor na região da articulação, tensão muscular e sinais de bruxismo.
  6. Respiração, língua e freios: posição da língua em repouso e ao engolir, selamento dos lábios, freio labial e freio lingual.
  7. Saúde bucal geral: cáries, condição da gengiva e higiene. Movimentar dentes com cárie ativa ou gengiva inflamada não é indicado, então essa etapa vem antes de qualquer aparelho.
  8. Documentação ortodôntica: quando necessário, radiografias, fotografias e modelos ou escaneamento digital das arcadas, que permitem medir o que o exame visual não alcança, como dentes ainda dentro do osso.

É comum que a documentação seja solicitada na primeira consulta e discutida em um segundo encontro, já com o plano em mãos. A explicação é feita para os pais, mas também para a criança, em linguagem que ela entenda.

Nem toda criança sai da consulta com aparelho

Depois de reunir esses dados, o ortodontista costuma chegar a uma de três conclusões:

  • Acompanhar: a mordida está dentro do esperado e a troca dentária segue seu curso. Marcam-se retornos periódicos para observar o crescimento. É um desfecho comum nessa idade.
  • Intervir agora: existe uma alteração que tende a piorar, como mordida cruzada, hábito de sucção persistente ou falta de espaço evidente. Nesses casos, costuma-se recorrer a recursos de curta duração, como aparelhos móveis, mantenedores de espaço ou expansores, com objetivo definido e prazo limitado.
  • Tratar mais adiante: a alteração existe, mas o momento adequado é depois, quando mais dentes permanentes tiverem irrompido. Antecipar tende a alongar o tempo total em aparelho sem benefício correspondente.

A escolha entre agir agora ou esperar é individual e depende do tipo de alteração, do estágio de crescimento e da colaboração possível naquela idade.

Como funciona o acompanhamento até a adolescência

Quando a decisão é acompanhar, os retornos costumam acontecer em intervalos de alguns meses, definidos pelo ortodontista. Em cada consulta, verificam-se a erupção dos dentes, o espaço nas arcadas, a mordida e a manutenção ou não dos hábitos. Esse acompanhamento tem uma vantagem prática: quando chega a hora de tratar, a criança já está habituada ao consultório, o que costuma reduzir a ansiedade.

A fase seguinte costuma começar quando a maior parte dos dentes permanentes já irrompeu. Aí entram as opções tradicionais de ortodontia, do aparelho fixo aos alinhadores transparentes, incluindo sistemas como o Invisalign, da Align Technology, indicados a partir de determinado estágio da dentição. A comparação entre os dois caminhos está detalhada na página sobre alinhadores ou aparelho fixo, e os textos sobre tratamento em adolescentes e adultos estão reunidos no blog do consultório.

Como preparar a criança para a primeira consulta

Algumas medidas simples ajudam a consulta a render:

  • Escolha um horário em que a criança esteja descansada, longe da hora do sono e da fome.
  • Evite palavras que assustam. Explique que o dentista vai contar os dentes e ver como a mordida está, sem antecipar procedimentos.
  • Leve exames e radiografias anteriores, se houver, e o histórico de tratamentos já realizados.
  • Anote as dúvidas antes. Perguntas sobre hábitos, ronco, fala e desgaste dos dentes costumam ser mais úteis do que parecem.
  • Deixe a criança responder ao que ela consegue responder. Muita informação sobre dor, estalo e desconforto vem dela.

Avaliação presencial no Gonzaga, em Santos

Com mais de 40 anos de prática em ortodontia, formação pela Universidade de Uberaba e mais de 100 certificados em cursos e especializações, o Dr. Ricardo Campedelli (CRO-SP 20177) atende no consultório do Gonzaga, na Av. Ana Costa 493, em Santos, e recebe pacientes do Boqueirão, Ponta da Praia, Embaré, Aparecida, São Vicente, Guarujá e Praia Grande. O atendimento é exclusivamente particular, sem convênios.

Se o seu filho ou a sua filha está na faixa dos 6 aos 7 anos, ou se você notou mordida cruzada, respiração pela boca, ronco ou queda precoce de dentes de leite, o passo seguinte é uma avaliação presencial. Para agendar e conversar sobre o caso, acesse a página de contato do consultório.

Dúvidas

Perguntas frequentes

Com que idade a criança deve ir ao ortodontista pela primeira vez?

A orientação mais difundida na ortodontia é que a primeira avaliação aconteça por volta dos 6 ou 7 anos, quando os primeiros molares permanentes e os incisivos costumam irromper. Não é preciso esperar a troca completa dos dentes de leite. Diante de sinais como mordida cruzada ou hábito de sucção persistente, a consulta pode ser antecipada.

Precisa esperar cair todos os dentes de leite para procurar o ortodontista?

Não. A fase de dentição mista, em que dentes de leite e permanentes convivem na boca, é justamente quando o ortodontista consegue avaliar a relação entre as arcadas e o espaço para os dentes que ainda vão nascer. Esperar a troca completa pode reduzir as alternativas de tratamento em parte dos casos.

A criança sai da primeira consulta com aparelho?

Na maioria dos casos, não. A consulta inicial é de diagnóstico e costuma terminar com um plano de acompanhamento e retornos periódicos. O aparelho entra quando existe uma alteração concreta que tende a se agravar, e o ortodontista avalia se o melhor momento é agora ou mais adiante.

O que o ortodontista avalia na consulta de uma criança?

O ortodontista examina o estágio da dentição, o espaço nas arcadas, a forma como os dentes de cima e de baixo se encaixam, a articulação, a respiração, a posição da língua, os freios labial e lingual e a saúde bucal geral. Quando necessário, solicita documentação com radiografias, fotografias e modelos ou escaneamento digital.

Quais sinais indicam consulta antes dos 6 anos?

Mordida cruzada, mordida aberta, desvio do queixo ao fechar a boca, respiração pela boca, ronco frequente, dificuldade para mastigar ou falar, perda precoce de dentes de leite e ranger os dentes durante o sono. Nenhum desses sinais fecha um diagnóstico sozinho, mas todos justificam uma avaliação.

Com que frequência a criança precisa retornar ao ortodontista?

Quando a decisão é acompanhar, os retornos costumam acontecer em intervalos de alguns meses, definidos pelo ortodontista conforme o ritmo de crescimento e de troca dos dentes. Em cada consulta são verificados a erupção dos dentes, o espaço nas arcadas, a mordida e a manutenção de hábitos como sucção de dedo.

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A avaliação presencial é o que define o que é possível no seu caso. Consultório no Gonzaga, em Santos, com atendimento particular.

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